Roteiro GastroArquitetônico
Não da mais pra esconder: Sim! Nós [arquitetos] também somos apaixonados por gastronomia! E quando o assunto se une a arquitetura, a gente en-lou-que-ce! E o melhor exemplo dessa união divina se resume a um espaço que nos faz cair de amores: os MERCADOS! Onde, pelo meio de barracas e corredores cheios de gente, aromas e sabores passeiam a cultura e história local.
Vamos começar por aqui mesmo, Belo Horizonte. Inaugurado em 1929, o Mercado Central conta a nossa história como ninguém, em meio a queijos e doces mineiros, passando pelos barzinhos (marca registrada de um autentico mineiro), pelo bife de fígado com jiló e pelo artesanato.
Não muito longe, São Paulo também expressa sua personalidade por meio do famoso Mercadão. Mas, recentemente a capital Paulista também inaugurou um espaço bem peculiar da categoria Mercados, o Eataly. Encontrado em cinco países, com 29 lojas espalhadas pelo mundo e agora no Brasil (chiques!). A proposta é: comida de qualidade não é para a boca de poucos, com isso resolveram reunir todos os produtos da culinária italiana em um só lugar (“Voilá”! Ou, neste caso, “Qui Sta”!). São 19 pontos de alimentação e um mercado com mais de sete mil produtos de enlouquecer qualquer um.
Partindo para terras além do Atlântico, encontramos no território europeu Mercados simplesmente irresistíveis.
Barcelona e o famoso Mercat de la Boqueria laçam qualquer turista que estiver passando pela conhecida Las Ramblas com sua explosão de cores, cheiros, sabores e sua arquitetura incrível. Possui mais de 300 bancas que oferecem uma diversidade infinita de produtos locais, como frutas exóticas, o tradicional jamón e, é claro, frutos e mais frutos do mar. O mercado é “invisivelmente” divido em duas partes: a porção frontal, onde se concentram os turistas e os produtos mais atrativos (e, óbvio, mais caros!), e a parte dos fundos, com um comércio voltado para o dia a dia, onde compram os moradores catalães (espertérremos).
Já em território italiano, na toscana (ahhhh…), Florença nos faz morrer de amores pelo charme do seu Mercato Centrale. Além do espaço tradicional, no primeiro andar, com suas barracas de feira onde é possível comprar de tudo, incluindo as tradicionalíssimas massas italianas que podem ser adquiridas fresquinhas e cortadas na hora, e uma diversidade infinita de queijos que eu prefiro nem comentar sobre, o espaço conta também com um irresistível segundo andar. Esse andar da perdição oferece 12 lojas dedicadas exclusivamente à culinária artesanal, preciso continuar falando? Sim preciso, porque é imperdível. Uma pizzaria maravilhosa, uma gelateria de cair o queixo, uma loja de tramezzinos (sanduíche tradicional italiano) inacreditável, além de uma escola de culinária e uma de vinhos (UAU!). Por favor, não me façam falar mais sobre esse lugar!
Acho que ficou mais do que claro que arquitetura e culinária são coleguinhas de longa data, e o como o Eataly nos lembrou muito bem no seu site: a vida é muito curta para não comer e beber bem (apreciando uma boa arquitetura então…). Bom apetite!



